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O que é a Ordem Demolay?

A Ordem DeMolay é um grupo de jovens patrocinado e apoiado pela maçonaria desde 1919, que foi criado nos Estados Unidos da América por um Maçom da cidade de Kansas City chamado Frank Sherman Land.

Nossa Ordem tem por objetivo criar bons cidadãos, que respeitam as leis, que convivem em harmonia com a sociedade, que auxiliam o próximo em suas necessidades básicas e educacionais e que, por meio do exemplo, sirvam como modelo a ser seguido por todos os jovens. Ou, nas palavras do Primeiro Diácono na Cerimônia de Iniciação:

"O grande objetivo de nossa Ordem é ensinar e praticar as virtudes que nos levam a uma vida pura, reta, patriótica e reverente, como a melhor preparação para a maioridade da qual nos aproximamos. Nós procuramos, sinceramente, ser melhores filhos, melhores irmãos e melhores amigos, para que, ao chegarmos aos anos da maioridade, possamos ser melhores homens."

 

Como chegou ao Brasil?

A chegada da Ordem DeMolay no Brasil foi em agosto de 1980, com a instalação do Capítulo Rio de Janeiro nº 001, primeiro da América do Sul. Trazida pelo então Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, Alberto Mansur, a Ordem DeMolay expandiu suas fronteiras e, em pouco tempo, se espalhou pelas principais cidades do país, atingindo 3 mil membros em menos de cinco anos de existência.


Presente em todos os estados brasileiros, a Ordem DeMolay ultrapassa a marca de 28 mil membros ativos cadastrados nos últimos sete anos. E, no mesmo período, a aproximação com a DeMolay International tomou proporções inéditas, transformando a DeMolay Brasil numa referência para países como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Romênia.

 

Por quê Patrocinar um Capítulo?

Em uma de suas principais cerimônias, a maçonaria deixa clara que, não é pela obtenção de bens materiais ou prazeres imediatos, que transformaremos nosso mundo em um lugar melhor, mas por meio do exercício da virtude e pelo aperfeiçoamento espiritual e moral de cada ser humano.

A metodologia usada pela maçonaria para tornar feliz a humanidade foi desenvolvida gradativamente à medida que nela ingressavam pessoas de várias ordens, origens e períodos. Está baseada na adoção de procedimentos litúrgicos, interpretações de símbolos, realização de estudos esotéricos, incentivo à realização de trabalhos benemerentes e filantrópicos e outras atividades.

Vários maçons deram sua contribuição nesta missão. George Washington, D. Pedro II, mas um em especial, foi Frank Sherman Land. Iniciado em 1912, conseguiu, em menos de 07 anos, fazer com que a maçonaria a realizasse o que certamente é considerado o maior empreendimento maçônico dos últimos 90 anos: A criação da Ordem DeMolay.

A Ordem DeMolay é a mais importante ferramenta na consecução do objetivo maçônico. Ao compartilhar sua doutrina com o jovem, a maçonaria visa tornar os jovens DeMolays, homens livres e de bons costumes, células irradiadoras das 07 virtudes em suas comunidades. Com isso, a maçonaria já conseguiu transformar a vida de milhões de jovens e de milhões de comunidades.

Além de ser uma parceira da maçonaria, a Ordem DeMolay, naturalmente, transformou-se na principal fonte de recursos humanos preparados a cumprirem a missão de tornar feliz a humanidade. Os DeMolays Seniores que iniciam na maçonaria destacam-se ocupando os principais cargos maçônicos.

Capítulos DeMolays e Lojas Maçônicas existem para atender a comunidade onde estiverem inseridos. A eficácia do trabalho é resultado de um planejamento conjunto de Capítulo e loja patrocinadora. A maçonaria tem o know-how e a força, a Ordem DeMolay, a disposição, o entusiasmo e a criatividade. O planejamento das atividades em conjunto é crucial para o sucesso das instituições.

A Loja precisa apenas disponibilizar seu espaço para que os jovens se reúnam e uma comissão (Conselho Consultivo), formada por pessoas de confiança (Maçons, ou Seniores DeMolays) que atuem como elo entre a loja e o Capítulo. Os membros do Conselho Consultivo são aconselhadores, tutores e preceptores dos jovens. Exercem, portanto, uma das mais relevantes funções que um maçom pode exercer.

 

Capítulo São João de Jerusalém, a História por trás do nome.

São João de Jerusalém

( São João, o esmoler )  ( São João, o Almoner )  ( São João, o Armsgiver )

No ano de 550 d.C. em Amathunt, cidade da ilha de Chypre ao sul da Itália, nasce um menino chamado João. Seu pai era Epiphanius, o governador da ilha e João além de pertencer a uma família nobre teve também uma excelente formação cristã e caridosa. No fundo de sua alma ele sentia um chamado para a vida religiosa e isso desde pequeno conforme constam nos relatos históricos de sua biografia.

O tempo passou e João alimentou esse seu desejo até entrar na vida adulta, pois foi impedido por seus pais de se tornar um sacerdote. Mas o seu destino já estava traçado. Com muita obediência e humildade, ele acatando as ordens de seus pais casou-se muito novo e infelizmente veio a perder sua esposa e seus dois filhos devido a uma doença muito contagiosa naquela época. Seu sofrimento foi muito grande com a perda de sua família e após esse acontecimento João então resolve seguir novamente o seu caminho. Tornou-se um sacerdote e com o passar do tempo doou aos pobres todos os seus bens.

Já com seus cinquenta anos de idade João recebeu o título de “Patriarca de Alexandria” a convite de seu irmão adotivo Nicetas, que havia ajudado o Imperador Heraclius a subir no poder. Mas a Igreja nesta época estava muito reduzida diante da heresia e João se empenhou em recomendar a Ortodoxia, espalhando exemplos de vida virtuosa e santa.

Todas as quartas e sextas-feiras João se sentava no banco do lado de fora da igreja, apaziguava brigas, arbitrava as disputas, dava conselhos, ouvia as reclamações dos necessitados e procurava corrigir os erros e neutralizar o ódio que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. Desarmava sempre os inimigos usando sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés para pedir perdão.

O seu trabalho de filantropia foi tão reconhecido que João foi eleito Bispo de Alexandria. Foi no Egito e na época de seu bispado que a população católica da Pérsia encontrou alimento e abrigo ao serem perseguidos por causa de sua crença. Quando Jerusalém foi arrasada pelos pagãos, também foi o Bispo João que mandou para lá comida e até mesmo recursos para a reconstrução de suas igrejas. Mas suas obras foram além, pois movido pelo entusiasmo filantrópico e pela fé cristã, João se dirige para Jerusalém e lá constrói um hospital para atender os peregrinos que iam à terra santa visitar o Santo Sepulcro.

A tradição diz que suas ações influenciavam outros a seguirem os seus exemplos. Ele era inspirado pelo pensamento de que ao ajudar os necessitados estamos também agradecendo a Jesus que se sacrificou para nos salvar. Quando alguém tentava em particular agradecer João, ele imediatamente dizia: "Irmão, eu não derramei meu sangue por você. Foi Jesus Cristo meu senhor e meu Deus e é Ele que me comanda".

João faleceu em 11 de Novembro de 619 d.C. na sua cidade natal e após sua morte o Papa o canonizou santo com o nome de “São João esmoleiro” em reconhecimento ao seu desprendimento material e amor incondicional as pessoas, porém ele ficou mais conhecido por outro nome: “São João de Jerusalém”.

São João é o padroeiro da Ordem de São João em Jerusalém, mais tarde convertida na Ordem dos Cavaleiros de Malta. Uma boa parte dos ensinamentos de São João de Jerusalém (incluindo sua filantropia), ainda continuam sendo aplicados pela Maçonaria. São João foi escolhido como patrono da Maçonaria devido aos seus ideais que combinavam com a doutrina maçônica. É por essa razão que todas as Lojas são abertas e dedicadas em sua homenagem.

O seu dia é comemorado em 23 de Janeiro. Suas relíquias foram levadas para Constantinopla e lá ficaram até que o imperador presenteasse o Rei Matthias da Hungria. Em 1632 foram trasladadas para o santuário da Catedral de Presbourg, onde estão até hoje.

 

Intuito deste Capítulo

Resgatar os valores, os ideais, as 7 virtudes (amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo), a união entre os jovens, a organização, desejo e força de vontade em fazer filantropias pensando nos mais necessitados assim como São João. Mesclar o companheirismo de Jacques DeMolay e a Caridade de São João de Jerusalém em torno deste novo capítulo, um capítulo forte e unido assim como as sementes de uma romã, buscando ser o melhor da Capital, do Estado e do Brasil. Trabalhar o jovem, preparando-o para a vida pós ordem e futuramente tendo o perfil, adentrar aos augustos mistérios da Maçonaria.

 

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